Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 20/08/2020

Durante a República Oligárquica a população pobre da cidade do Rio de Janeiro, foi enviada para periferia da metrópole , já que a capital brasileira necessitava tem uma vista harmoniosa. Todavia, esses indivíduos foram esquecidos pelo Estado, esse não garantindo os direitos básicos daqueles cidadãos. Analogamente, o saneamento básico tem sido negligenciado, principalmente, nas periferias brasileiras. Isso porque a desigualdade social fomenta a distribuição de infraestrutura nos bairros nobres e consequentemente os bairros afastados dos centros urbanos sofrem com descaso estatal.

Primeiramente, a desigualdade social fomenta a distribuição de recursos de saneamento nos bairros nobres. Segundo Rousseau a desigualdade é originada com a criação de Estado, já que esse promove a hierarquização das pessoas. Indubitavelmente, isso ocorre no Brasil, em que há maiores investimentos estatais onde os cidadãos tem o maior poder aquisitivo e por conseguinte há a maior arrecadação de impostos. Assim, os bairros periféricos sofrem com a falta de direitos básicos, que foram garantidos na Constituição de 1988.

Consequentemente, com a falta de estrutura, para a distribuição e tratamento de águas e esgotos, há proliferação de doenças nesses bairros. Tal realidade é retratada na literatura por Monteiro Lobato, na qual a personagem Jeca Tatu , vítima do descaso do estatal, é acometido pela doença amarelão, a infecção ocorre por falta de saneamento básico. Fora da literatura essa realidade ainda está presente em milhares de bairros brasileiros, em que por falta de escolha e informação indivíduos são acometidos por enfermidades.

Portanto, medidas estatais são necessárias, para que as condições de saneamento insalubre seja atenuada no território brasileiro . Urge que o Ministério da Saúde promova, por meio de parceria com o Ministério da Educação, palestras em escolas públicas periféricas acerca da necessidade do tratamento e distribuição dos recursos hídricos. Além disso, para que os aprendizados sejam colocados em prática o Ministério da Economia deve destinar verbas para construção de estações de tratamento em tais regiões periféricas. Desse modo a população com baixo poder aquisitivo, marginalizada desde a República Oligárquica, usufruirá da Constituição de 1988.