Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 19/08/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura a todos os indivíduos dignidade, seja no seu bem-estar social ou na saúde. Conquanto, a deficiência do saneamento básico do Brasil impossibilita que à população desfrute desse direito universal, na prática. Nessa perspectiva, este desafio deve ser superado imediatamente para que uma sociedade integrada seja alcançada.

É possível ressaltar a negligência do Poder Público como um dos grandes agravadores da poluição, porque sem a devida intervenção o esgoto é diretamente jogado em rios, causando o fenômeno da euforização o qual desestabiliza toda uma cadeia ecológica. De acordo com o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento, apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto.

Ademais, cabe-se salientar a falta de investimento público e o crescimento do PIB como impulsionador da falta de saneamento em algumas regiões.  De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “a falta de solidez nas relações sociais, politicas e econômicas é a característica da modernidade líquida”. Diante desse contexto, se torna fundamental a participação da população, que gera pressão para que seja colocada em prática a democratização dos serviços sanitários.

Portanto, haja vista as problemáticas citadas, o governo deve aumentar os investimentos no saneamento básico, por meio de liberação de verbas para a melhora de tais áreas , com um intuito de melhorar as condições de vida do cidadão brasileiro.