Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 20/08/2020

No Brasil, 35 milhões de pessoas não possuem água tratada, e 48% não têm um sistema de coleta de esgoto, segundo o Senado Federal. Portanto, isso reflete o cenário precário do país que, com a falta de saneamento básico, surgem diversos problemas de saúde e econômicos e, devido a isso, demandam intervenções do Governo. Ademais, a falta de educação em saúde e a falta de prioridade em infraestrutura contribuem para essa realidade.

Primeiramente, a população sem conhecimento de higiene faz com que a natureza seja mais afetada e, surjam diversas enfermidades, como verminoses e doenças diarreicas graves. Isso ocorre devido às construções de fossas próximas a lençóis freáticos, poluindo-os. E também, com a falta de água tratada, há uma maior contaminação entre alimentos e bebidas em contato com a pele e o trato digestório da população. Assim, apesar de não haver saneamento nesses locais, é preciso concomitantemente uma educação em saúde para que os malefícios sejam diminuídos.

Em seguida, a política nacional não investe em infraestrutura com a devida prioridade. Isso se faz ratificado com o site do Senado Federal, o qual aborda que na década de 70, a prioridade era abastecer a população com água, porém não foi investido de maneira satisfatório em quesitos de tratamento e coleta de esgoto, além de não cobrir boa parte do país. Logo, essa realidade permanece nos dias atuais e, por isso, devem-se mudar essas políticas.

Em suma, as faltas de educação em saúde e de infraestrutura facilitam a disseminação de doenças infecciosas e aumentam o gasto com serviços de saúde. Por conseguinte, compete ao Governo Federal criar projetos, por meio de programas de saúde e meio ambiente, os quais priorize o saneamento básico nas áreas necessitadas, a fim de promover saúde e qualidade de vida. Bem como, auxiliar na educação em saúde, através de visitas com agentes comunitários, com o fito de diminuir a incidência das contaminações.