Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 20/08/2020

Durante o século XIV, a Europa foi assolada por uma pandemia de peste bubônica contagiosa, fenômeno que teve como causa principal as precárias condições de saúde pública. Apesar dos avanços característicos da contemporaneidade, o problema da precariedade do saneamento básico persiste no Brasil e tem seu melhoramento desafiado por fatores como falta de investimentos públicos expressivos e desigualdades regionais.

Vale destacar, incialmente, a inexpressividade do financiamento governamental no setor como aspecto preocupante. Dentro dessa perspectiva, cabe citar o filósofo Rousseau, em sua obra ‘‘Contrato Social, a qual trouxe a ideia de que compete ao Estado zelar pelo desenvolvimento e bem-estar do seu povo. No entanto, o atual panorama rompe com esse conceito, uma vez que numerosos grupos têm seus direitos violados ao não terem acesso a serviços de esgoto e tratamento de lixo, bem como à água tratada, o que expressa a ineficácia estatal.

Além disso, também deve-se considerar as desigualdades regionais como agravante. Assim sendo, tal fenômeno relaciona-se com o ideal de ‘‘Violência Simbólica’’, do francês Bourdieu, que descreve a sociedade como um aparelho promotor de agressões implícitas. Nessa visão, as regiões brasileiras com maior poder aquisitivo detém produtos básicos de higiene coletiva e marginalizam regiões mais pobres, limitando o alcance e universalização das conquistas sanitárias.

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