Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 20/08/2020

A segunda metade do século XIX trouxe inúmeras mudanças ao meio social, político e econômico. No entanto, embora positivas, essas evoluções civis enfrentam desafios diários, sobretudo, no que diz respeito ao saneamento básico. Nesse sentido, fatores como a lenta evolução ao acesso desses serviços aliado à elitização das funções públicas, provocam um cenário de instabilidade social. Dessa forma, o Estado deve intervir progressivamente nessa mazela social.

A priori, observa-se a lenta evolução da disponibilidade do acesso ao saneamento básico para a população menos abastada. À vista disso, os sucessivos ganhos de espaço do camponês na sociedade durante a Revolução Russa, do operariado substituindo o patrão nos ganhos produtivos, apresentou-se como forma de luta por direitos. Nesse âmbito, as disputas sociais continuam as mesmas, todavia grande parte da população de baixa renda está indiferente quanto aos processos de mudança, uma vez que, grande parte dessa massa, desconhece o significado dos direitos do cidadão. Dessa forma, ao estar marginalizado do conhecimento dos seus direitos basais aquele processo se intensifica.

Além disso, destaca-se a elitização dos serviços públicos da cidade. Nesse recorte, a sociedade romana demarca suas diferenças sociais quando, o imperador Maximiano, constrói piscinas termais para as grandes elites romanas socializarem. Deste modo, não diferente do passado, as instituições das grandes metrópoles trabalham em prol dos grandes centros, ao passo que as dificuldades vividas pelas famílias carentes são proporcionais às distâncias - a exemplo da coleta de lixo, da água encanada e do esgoto que, na maioria das vezes, estão ausentes nesses bairros por gerações . Dessarte, o combate ao tendencialíssimo em prol da alta sociedade deve ser mais efetivo.

Portanto, é evidente que o saneamento básico sofre com inúmeras mazelas sociais que estão relacionadas a demora da disponibilidade e da elitização de serviços públicos. Para solucionar essa problemática a População deve atuar na luta de direitos, por meio do uso do diálogo entre eles, ao se organizarem em plebiscitos independentes municipais – como os realizados para realizar mudanças socias no bairros -, a fim de reduzir o tempo, valioso, para essas mudanças que refletem na saúde social. Outrossim, o Estado deve modificar o comportamento dessas empresas, públicas ou privadas, mediante o uso de aplicaçôes de multas com o objetivo de fazer valer a lei da igualdade civil.