Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 21/08/2020

O Brasil é um país de saneamento básico muito precário, principalmente nas áreas mais pobres, onde os habitantes não recebem os devidos cuidados que o Governo deveria proporcionar. Além do ambiente não ser apresentável, esse problema pode acarretar em problemas como a leptospirose, Dengue ou Zika.  Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil quase 100 milhões de brasileiros não possuem cobertura de coleta de esgoto, e 35 milhões não tem acesso a água tratada, as regiões Norte e Nordeste são as que mais sofrem com esse problema, principalmente por viverem em situações mais alarmantes. Outro problema apontado pela fonte foi que, nas grandes cidades, a cada 10 litros de água, 3 são desperdiçados por conta de vazamentos nas tubulações, erros de leitura de hidrômetros, roubos e fraudes.

Segundo o pesquisador Hiram Sartori, o Brasil apresenta milhares de casos de internação por diarreias todos os anos, a maioria devido à falta de saneamento. Em 2011, os casos chegaram à 400 mil casos entre crianças de 0 à 5 anos, ou seja, é algo alarmante. Ele também diz que “a prioridade de um país devia ser suas necessidades básicas, como saúde e bem-estar, mas as prioridades e a corrupção do Brasil só resultam em estatísticas de saúde pública iguais de um país com pobreza extrema”. Saneamento básico no Brasil não é um problema atual, visto que o livro “O cortiço”, de Aluísio Azevedo, retrata tal obstáculo com clareza.

O Governo poderia iniciar um investimento em saneamento básico, principalmente nas áreas mais precárias do país, todavia a população não consegue realizar tal ação de maneira individual. A sociedade poderia realizar campanhas e protestos com a finalidade de pressionar o Governo a agir e resolver esses problemas. Portanto, medidas devem ser tomadas com urgência.