Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 27/08/2020
Na Europa medieval ocorreu a Peste Negra, doença causada pela ausência de saneamento básico e que dizimou milhares de pessoas em todo o mundo. No que tange ao período atual, esse cenário se equipara com a realidade brasileira, uma vez que houve a evolução do saneamento básico, mas esse direito não é realidade para todos, devido, sobretudo, ao descaso do Estado, somado ao descuido populacional. De fato, zelar pela por direitos básicos dos cidadãos se faz necessário para um país desenvolvido.
Em primeira análise, é crucial destacar a negligência do Poder Público como catalisador dessa problemática. Sendo assim, a obra literária “O cortiço” de Aluísio de Azevedo retrata a história de um cortiço sem muita infraestrutura em que escravos e trabalhadores vivem em condições insalubres e expostos a doenças. Assim como os habitantes desse cortiço, várias outras pessoas vivem sobre essas condições, devido ao desamparo governamental. O que ratifica isso é que 47% da população brasileira não tem acesso á rede de esgoto_G1. Logo, distancia-se de uma nação progressista.
Outro fator coadjuvante é o descaso populacional. Isso porque, os indivíduos não fazem a sua parte, pelo fato de jogarem lixo na rua, consequentemente entupindo bueiros e causando enchentes. Nesse sentido, John Locke afirma em sua teoria da Tábula Rasa que o ser humano nasce como uma folha em branco que é preenchido ao longo da vida. De forma análoga, percebe-se que grande parte da população não foi educada a agir corretamente quanto ao descarte incorreto do lixo, o que acarreta em um resultado negativo geral. Desse modo, é incoerente exigir uma sociedade sanitariamente saudável sem que todos façam a sua parte.
Depreende-se, portanto, que o saneamento básico está precário no Brasil e urge ser atenuado. Para tanto, cabe ao Estado realizar um plano de ação sanitário por meio do implemento de água potável e rede de esgoto nas regiões que estão mais abandonadas socialmente, com o fito de reduzir o número de doenças na população. Ademais, é dever da Escola, como núcleo social de aprendizagem, promover a educação ambiental desde o ensino de base, visando à formação de adultos conscientes sobre o descarte adequado do lixo e preservação do meio em que vivem. Desse modo, haverá um corpo social mais saudável e menos propenso á doenças, diferente da Era Medieval.