Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 01/09/2020

O precário saneamento básico brasileiro, quando se analisa as causas e consequências, aponta diversos fatores que não são discutidos com frequência, pelo menos não de forma que se vise resolver ou minimizar, de fato, o problema. Mesmo contendo tamanha magnitude em vários contextos, ainda não há o entendimento necessário sobre do que se trata. Logo, não se toma atitude alguma para tentar solucionar, realidade esta, que deve mudar urgentemente.

Há uma deficiência social que impossibilita a população de desfrutar de seu direito universal, que é o saneamento básico. Embora o tema abra para muitas discussões, dois principais pontos não podem deixar de serem comentados, sendo eles: A desigualdade social como chave deste cenário desde a formação até mesmo geográfica do território, e também, as questões ambientais acarretadas desde quando esta realidade de separação e exclusão se iniciou, sendo hoje, um agravante na sociedade brasileira.

No entanto, é imprescindível ressaltar o impacto causado no meio ambiente diante da privação de esgotamento sanitário acompanhado da coleta de lixo. Segundo a Agência Nacional de Águas, 45% do total do esgoto humano produzido no país é despejado a céu aberto, sua consequência é evidenciada por meio da matéria orgânica, na qual se descartada em lagos e rios, favorecendo o crescimento de bactérias e provoca a morte de peixes. Ademais os rejeitos no Brasil vão para os lixões, por certo, sua inadequação produz o gás metano, contribuinte para o efeito estufa e gera o chorume, altamente poluente para a população ao redor. Assim sendo, o Brasil enfrenta o desafio de conter os esgotos e lixões a céu aberto.

Perante a ineficiência do poder público, medidas são cruciais para modificar o quadro do saneamento básico no Brasil. A fim de diminuir o impacto ambiental e proteger a saúde humana, o Ministério do Meio Ambiente com a Anvisa devem promover a coleta adequada de lixo e esgoto com tratamento e implantar um aterro sanitário compartilhado entre as cidades vizinhas, destarte, não contribuiria com o efeito estufa, nem com o esgoto em locais inseguros. Outrossim, compete ao Ministério das Cidades em colaboração com o Ministério da Saúde, disponibilizar infraestrutura sanitária, além da criação de projetos de urbanização para as periferias, com coletas de lixo periódicas, conscientizando a população dos riscos à saúde humana em caso de descarte impróprio.