Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 05/09/2020

Durante o governo de Rodrigues Alves, a Revolta da Vacina foi um movimento popular contra uma possível tentativa de saneamento para os cidadãos cariocas, onde viviam em extrema precariedade higiênica. Semelhante à isso, hoje, parte da população brasileira enfrenta tal situação, gerando problemas socioambientais como impactos na saúde pública e desequilíbrio hídrico.

Com a má infraestrutura estatal, o saneamento básico é deficitário, uma vez que parte da população, inclusive os de baixa renda, não conseguem articular atividades higiênicas diárias. Consequentemente, a desigualdade da distribuição de serviços sanitários afeta a saúde dos mesmos, como por exemplo, a crise sanitária e surto de doenças por águas contaminadas como a dengue, zika vírus e chikungunya.

Além disso, o desequilíbrio hídrico causado não só pela falta de serviços sanitários, mas também por ação antrópica, que descarta indevidamente resíduos orgânicos e não orgânicos em rios, lagos e mares. Como resultado, os recursos hídricos e o meio-ambiente também são afetados, essa situação pode ser ilustrada a partir do Rio Tietê, uma vez que sua extensão ao longo da região metropolitana paulista está comprometida e altamente poluída.

Logo, o precário saneamento básico nacional precisa ser repensado. O Estado, juntamente com o Ministério da Saúde e Ministério do Meio Ambiente, através de projetos de leis e conscientização da população por meio de conteúdos midiáticos, conseguirão reorganizar e, possivelmente, melhorar os serviços básicos de higiene e saúde, para que assim atingiremos a satisfação e bem-estar social.