Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 07/09/2020
No século XIX, até mesmo em cidades desenvolvidas para a época, como Londres, o saneamento básico era totalmente escasso, por exemplo, era comum esgotos expostos em ruas e o completo descaso com a estrutura que esse sistema necessita. Paralelamente a isso, quase metade dos brasileiros vivem essa situação atualmente. Assim, contribui-se para a proliferação de muitas doenças e, além disso, priva cidadãos de seus direitos básicos à água e ao tratamento de esgoto. Desse modo, pode-se relacionar esse problema aos precários investimentos do Governo em estruturas básicas e a centralização desses sistemas que visam áreas mais urbanas em decadência das periferias.
Em primeiro plano, é fato que o país carece de investimentos extremamente necessários para o saneamento básico em toda a sociedade. Nesse contexto, o Governo Federal deveria se preocupar em promover a democratização aos tratamentos de água e esgoto, visto que, de acordo com o Ministério de Desenvolvimento Regional, 47% da população não possui acesso a esses recursos. Logo, é inadmissível que a 9° maior economia do mundo apresenta esses dados péssimos sobre algo que é essencial para a vida. Dessa forma, sem os investimentos corretos, as faltas do tratamento de esgoto e o acesso à água potável faz com que metade do país sofra com as consequências que podem variar de atrasos nos desenvolvimentos das cidades até os preocupantes prejuízos na saúde dos cidadãos.
Em segundo plano, vale ressaltar que a centralização dos sistemas de saneamento básico é uma das maiores causas que vai de encontro ao acesso universal desse recurso. Nesse sentido, de acordo com os Direitos Humanos está previsto que todas as pessoas devem ter acesso aos tratamentos básicos de água e esgoto independentemente do local de sua residência. Entretanto, ao analisar a situação atual, é indubitável que as áreas mais urbanas são mais privilegiadas do que as periferias nesse quesito básico. Dessa maneira, é importante salientar que é necessário impulsionar os projetos para auxiliar a descentralização de estruturas essenciais para o manejo do esgoto, deste jeito, evitando-se os possíveis resultados negativos que a falta desse recurso traz aos brasileiros.
Portanto, providências devem ser tomadas para amenizar a situação atual. Para que o saneamento seja universal, urge que o Governo Federal promova, por meio de verbas governamentais e projetos sociais, altos investimentos em estruturas de maior necessidade que visam os tratamentos mais essenciais para a população e para o desenvolvimento desses locais prejudicados. Ademais, criar projetos técnicos para descentralizar as estruturas e tornar as áreas com esses recursos mais iguais e homogenias no Brasil. Somente assim, essa parcela do país afetada irá evoluir na questão do saneamento básico assim como Londres teve que evoluir nos seguintes anos a partir do século XIX.