Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 12/09/2020
O filme coreano ‘‘Parasita’’ retrata a distinção entre as classes sociais, demonstrando o serviço desigual de saneamento básico na Coreia do Sul. Fora da ficção, tal problemática se estende ao contexto hodierno, uma vez que a necessidade de saneamento básico na sociedade brasileira, não tem atingido todo o corpo social. À vista do exposto, dois problemas fazem-se relevantes: A globalização e o crescimento urbano.
Mormente, é válido ressaltar, o fenômeno de globalização como um marco na história mundial. Entretanto, esse processo é mais propício para aqueles que detêm mais poder econômico, ocasionando em serviços desiguais para as camadas sociais mais pobres. Sob esse viés, o saneamento básico não tem sido distribuído de forma eficiente em todo território brasileiro. Sendo relevante citar o jornalista britânico, Robert Keller, numa economia global todos os desafios e mudanças são universais. Evidencia-se, que é necessário eliminar a desigualdade de tratamento de saneamento, no aspecto de mudança.
Outrossim, o PLANSAB ( Plano Nacional de Saneamento Básico) tem como objetivo a redução da proporção de indivíduos sem saneamento básico. Todavia, a universalização desse direito não tem sido eficiente para todos. Partindo desse pressuposto, o demasiado crescimento urbano na contemporaneidade, caracteriza-se muitas vezes como uma pedra no caminho, dificultando a democratização de serviços sanitários. Nesse contexto, a elaboração ineficaz de redes esgotos, colabora com inundações nas ruas. Logo, se o crescimento exacerbado continuar a progredir, sem intervir nas infraestruturas, pode acarretar em problemas em redes de tratamento de esgoto.
Portanto, urgem que medidas sejam necessárias para beneficiar o acesso á rede de serviços de saneamento básico para todos. Diante disso, é imprescindível a atuação do Governo Federal por meio do PLANSAB, promover fiscalizações para assegurar que todos os bairros brasileiros possam ter direito a esse serviço, principalmente nas periferias do pais. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, a partir de verbas financeiras, garantir que as residências não sofram nenhum desastre, por consequência, de redes de esgoto com más infraestruturas, avaliando a situação de cada localidade. Somente por tais meios, a conjuntura retratada no filme ‘‘Parasita" não fará mais parte no Brasil.