Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 18/09/2020

Hepatite A, Leptospirose e Verminoses. O surgimento dessas doenças representam a carência de saneamento básico, principalmente, para a população de baixa renda, o que revela a necessidade de maiores investimentos nesse setor e mais respeito à dignidade humana. Nesse aspecto, é válido analisar os principais obstáculos para a superação dessa problemática no que diz respeito à ausência de aplicação de capitais suficientes pelo poder público e a falta de conscientização da população.

Em primeira análise, os indivíduos também possuem uma parcela de culpa nessa questão do saneamento básico. Isso porque nas cidades é perceptível a grande quantidade de lixo jogado pelos próprios moradores na rua e em terrenos baldio, além de permitirem que seu esgoto seja despejado nas vias públicas. Tal situação se reflete na ideia do educador Paulo Freire, na qual ele defende que a sociedade carece da educação ética e humanitária para realizar transformações na sociedade, concluindo, com esse pensamento, que os seres humanos precisam ser constantemente reeducados para contribuir com a proteção do ambiente e da saúde coletiva. Desse modo, é essencial que haja conscientização populacional mediante a realização de ações sociais nas comunidades.

Além disso, a negligência das autoridades quanto a promoção de melhorias no saneamento básico também é um desafio a ser superado. Essa situação ocorre nas periferias das capitais brasileiras, na qual se observa o descaso devido à ausência de coletas de lixo regulamente e higienização dos bairros. Esse fenômeno dialoga com a violação da teoria do “Contrato Social”, do filósofo Rousseau, em que o Estado não cumpre sua função de garantir os direitos básicos dos cidadãos que, nesse caso, está relacionado a um tratamento de agua e uma rede de esgoto eficaz. Dessa forma, é preciso que as autoridades direcione seus projetos para as áreas mais carentes, de maneira a evitar a manifestação de doenças e as condições insalubres.

Fica evidente, portanto, a necessidade de reverter esse quadro mediante as políticas públicas auxiliadoras. Cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação, a realização de visitas semanais nas comunidades, objetivando a avaliação das ruas e das residências para prever medidas que melhorem o saneamento do local, além do propor uma multa a quem desrespeitar o protocolos de defesa do meio ambiente e aconselhar os indivíduos sobre a importância da preservação dele. Ademais, é imprescindível que a população reivindique das autoridades maiores investimentos no setor de saneamento básico, por meio da criação de estruturas avançadas para a rede de esgoto e do tratamento de agua para que, assim, o poder público seja menos negligente nessa problemática e os indivíduos tenham uma vivência digna em suas moradias.