Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 20/10/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o saneamento básico universal apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental, quanto da escassa abordagem do problema.
Em primeira análise, é válido destacar que a displicência estatal colabora com essa situação. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de investimentos das autoridades, os serviços de saneamento não atendem toda população e , por conseguinte, causa impactos ambientais e sociais, como o despejo de esgoto e lixo na natureza.
Além disso, é pertinente ressaltar que a insuficiente exposição dessa problemática contribui para a permanência da precariedade das condições de saneamento. Nessa perspectiva, Habermas, sociólogo alemão, traz uma contribuição relevante ao defender a linguagem como uma verdadeira forma de ação. Todavia, muitas vezes, a mídia e a sociedade negligenciam o debate acerca da ausência de atividades relacionadas com o abastecimento de água potável, a coleta e tratamento de resíduos sólidos, o que provoca a perpetuação dessa realidade, visto que sem pressão popular não há prioridade nas políticas públicas.
Depreende-se, portanto, que esses entraves precisam ser solucionados. Logo, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que, por meio das prefeituras,será aplicado em ações de saneamento para a comunidade com a finalidade de preservar a saúde e melhorar a qualidade de vida. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta desses serviços e a coletividade alcançará a Utopia de More.