Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 26/09/2020

Em meados do século XIV, as cidades europeias eram marcadas pela sujeira e pela ausência de uma rede de esgoto eficiente e capaz de evitar doenças como a Peste Negra. Já nos dias atuais, comparações a tal período podem ser feitas, na medida em que, no Brasil, o descaso dos governantes com o saneamento básico é comum. Fruto disso, problemas como a existência de esgoto a céu aberto e a proliferação de doenças advindas do fluxo sanitário tornam-se frquentes no cotidiano da população. Carecendo, assim, de ações governamentais.

Em primeiro lugar, a existência de esgoto a céu aberto no país é recorrente e representa um grave problema. A exemplo disso, dados da Organização Mundial da Saúde revelam que cerca de cem milhões de brasileiros não possuem coleta de esgoto. Por conseguinte, evidencia-se que a falta de saneamento básico representa a cerceação de direitos fundamentais do cidadão, visto que, submete uma parcela da população a condições precárias de tratamento.

Outrossim, o elevado índice de doenças advindas de problemas sanitários também é problemático. A fim de exemplificar, segundo dados o Sistema Único de Saúde, mais de três milhões de internações já ocorreram devido à doenças contraídas por meio da convivência próxima ao esgoto. Em suma, fica claro que, a falta de um tratamento adequado do esgoto é um importante fator na propagação de doenças no país, sendo respónsavel por inúmeras internações.

Portanto, a extinção de tais problemas cabe ao Estado. Para tal, o Ministério da Saúde deve iniciar um projeto, em âmbito nacional, que, junto a empresas de água e esgoto, crie redes sanitárias em todo o país, por meio de obras nos principais pontos críticos e, consequentemente, elimine locais em que há esgoto a céu aberto além de, em sequência, diminuir o índice de doenças advindas do contagio por dejetos orgânicos. Por fim, referências como a europa do século XIV só serão vistas nos livros de hitória e não mais, na realidade.