Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 05/10/2020
No livro Utopia, do filósofo Thomas More, é relatado uma republica imaginária, em que a ausência de problemas sociais e econômicos são comuns. Contudo, tal realidade se mostra distópica no Brasil, assim os empecilhos para a expansão do saneamento básico ainda é presenta no cenário tupiniquim. Diante disso, destaca-se não só a ineficiência do Estado, mas, também a desigualdade social como fatores desses obstáculos.
Em primeiro plano, vale ressaltar a negligência do Estado pois é uma das principais responsável pela existência desses problemas. Visto que a falta de investimento em serviços de esgoto, água, coleta de lixo e limpeza pública é progressivamente notória no país, segundo o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), quase 50% da população não possui coleta de esgoto, sendo assim, pessoas são vulneráveis a doenças e uma má qualidade de vida. Análogo ao passado da nação, século XX, em que esse mesmo problema levou o estado do Rio de Janeiro há uma grande revolta (Revolta da Vacina), em razão da não importância da higiene básica no Estado. Como resultado, se atitudes governamentais não for tomadas, enfermidades passada e atuais persistirão no Brasil.
Em segundo plano, a desigualdade no Brasil também é motivadora pela discussão dessa temática. Isso porque, em virtude dos processos coloniais, o crescimento caótico das cidades brasileira e do mau planejamento, reflete a assimetria no acesso ao asseio básico do país, assim, torna-se evidente o saneamento escasso e quase inexistente nas regiões periféricas do território brasileiro. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a nação é o sétimo país mais desigual do mundo devido aos problemas socioeconômicos, entre esses a falta de serviço público de limpeza é um grande colaborador desse ranking. Dessa maneira, compromete o futuro da democracia e contribui para um país mais desigual, desse modo, impedindo o desenvolvimento social.
Portanto, para que o imaginário de Thomas vire realidade no Brasil, medidas são necessárias. Posto isso, é dever do Estado, anexo ao Ministério da saúde, inserir o programa ´´mais higiene essencial, mais saúde``, em que irá investir acima da média em regiões mais necessitadas, por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fará o mapeamento dos locais e identificação dos carecidos, promovendo o auxilio e o bem-estar dos cidadãos, com intuito de prevenir e combater novas e velhas doenças. Dessa forma, a longo prazo, os problemas deixarão de fazer parte da realidade dos brasileiros