Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 08/10/2020
A Constituição Federal Brasileira,promulgada em 1988,promete,em suas disposições,a consolidação de um Estado justo, democrático e igualitário.No entanto,quando se fala do saneamento básico, percebe-se que essas garantias constitucionais não se afirmam completamente no presente,visto que esse é grave problema social,que se sustenta pela falta de ações governamentais e pelo silenciamento social.Diante disso,é imprescindível o debate e resolução dos impasses.
Em primeiro plano,é fulcral pontuar que a afirmação de Abraham Lincoln que diz que “a política é serva do povo e não o contrário” se relaciona fortemente com a temática.Isso porque o Poder Público não serve a população com ações,planos e metas que deem acesso pleno ao desenvolvimento da sociedade e impacta na qualidade de vida promovendo ainda mais segregação social.Desse modo,é fácil perceber que sem uma política comprometida,como cita Lincon,esse tipo de situação irá se perdurar,haja vista que a atuação governamental é primordial para se desenvolver cenários melhores.Assim,é inegável que essa lacuna estatal é uma das causas do problema.
Ademais,a ideia de massificação social defendida por Hanna Arendt, em sua obra “Banalidades do mal” se liga secundariamente à situação.Com efeito,a filósofa reflete sobre o processo coletivo onde todos os indivíduos possuem os mesmos padrões de gostos e comportamentos e são ausentes de consciência crítica.Nesse sentido,verifica-se que,em razão disso,as pessoas não entendem que o acesso à saúde pública como o saneamento básico,por exemplo,é um direito social e que ele tem papel fundamental na saúde e,por isso,não há reivindicação desse privilégio.Portanto, devido a relevância do assunto,faz-se necessário uma mudança na mentalidade social como forma de combater os efeitos apresentados por Hanna.
Logo,é evidente a necessidade de intervenção na carência de coletivização do saneamento no Brasil.Para tanto,o Ministério da Saúde deve promover campanhas de conscientização social,por meio das escolas e universidades para combater a alienação social sobre o tema.Tal campanha deve ter alcance nacional,inclusive pela internet,com transmissões ao vivo,por exemplo,para que se apresentem as principais questões do tópico,com a finalidade de minimiza-ló e de instigar o Estado a aplicar ações governamentais cabíveis para a resolução do impasse.