Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 12/10/2020
No livro Utopia, do filósofo Thomas More, é relatado uma republica imaginária, em que a ausência de problemas sociais e econômicos são comuns. Contudo, tal realidade se mostra distópica no Brasil, pois os empecilhos para a expansão do saneamento básico ainda são constantes no cenário tupiniquim. Diante disso, destaca-se não só a ineficiência do Estado, mas também os frutos de uma desigualdade social enraizada, como fatores desses obstáculos.
Em primeiro plano, vale ressaltar a negligência do Estado, pois é um dos principais responsáveis pela existência desses problemas. Visto que a falta de investimento em serviços de esgoto, água, coleta de lixo e limpeza pública é progressivamente notória no país, segundo o Ministério da Saúde (MS), esse impasse afeta diretamente na saúde da população e, principalmente, das crianças, assim, pessoas são vulneráveis a doenças e uma má qualidade de vida. Nesse viés, análogo ao passado da nação, século XX, em que esse mesmo problema levou o estado do Rio de Janeiro à uma grande revolta (Revolta da Vacina), em razão da não importância da higiene básica no estado. Como resultado, se atitudes governamentais não forem tomadas, enfermidades passadas e atuais persistirão no país.
Em segundo plano, a desigualdade no Brasil também é motivadora da discussão desta temática. Isso porque, em virtude dos processos coloniais, o crescimento caótico das cidades brasileiras e do mau planejamento refletes a assimetria no acesso ao asseio básico do país. Nesse sentido, torna-se evidente o saneamento escasso e quase inexistente nas regiões periféricas do território brasileiro. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a nação é o sétimo país mais desigual do mundo, devido aos problemas socioeconômicos, entre esses, a falta de serviço público de limpeza é um dos grandes colaboradores desse ranking. Dessa maneira, tal situação compromete o futuro da democracia e contribui para uma pátria mais desigual, impedindo o seu desenvolvimento coletivo.
Portanto, para que o imaginário mundo de Thomas vire realidade no Brasil, medidas são necessárias. Posto isso, é dever do Estado, anexo ao Ministério da Saúde, Inserir o programa ´´mais higiene essencial, mais saúde``, em que esse tem de investir acima da média em regiões mais necessitadas, por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fará o mapeamento dos locais e identificação dos mais carecidos. Desse modo, promovendo o auxílio e bem-estar dos cidadãos, a fim de prevenir e combater novas e velhas mazelas. Nesse seguimento, caso as obrigações interventivas forem cumpridas, os contrastes sociais serão subtraídos e as populações dos subúrbios do país terão seus direitos ao lazer e saúde alcançados. Assim, a longo prazo, esses problemas deixarão de fazer parte da realidade dos brasileiros.