Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 19/10/2020

O livro ‘’ O cortiço ‘’ faz uma severa denuncia às péssimas situações dos moradores Cariocas do século 19, os quais estavam enfrentando condições insalubres de vida. De maneira análoga, as péssimas condições do saneamento básico brasileiro causam muitas consequências à nossa sociedade. Mediante esse problema, exige-se a universalização do mesmo, porém, desafios como a ineficiência governamental e a desigualdade social são empecilhos para a solução desse óbice.

A priori, a inércia governamental é uma agrura para a implantação do saneamento básico nas localidades brasileiras. De acordo com o Instituto Trata Brasil, o país possui quase 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada, 100 milhões sem coleta de esgotos e somente 46% dos esgotos produzidos no país são tratados. Dessa maneira, fica explícito que a ação governamental não está indo ao encontro com a Lei 11445, que assegura o direito de saneamento básico à todos, ascendendo a necessidade de reformas estatais.

Outrossim, a desigualdade social é outro fator que impede a ampliação do saneamento básico. Quando a família real chegou ao brasil, em 1808, o centro da cidade de Rio de Janeiro recebeu investimentos para sua urbanização, como o saneamento básico, entretanto a população periférica não recebeu esse mesmo tratamento. Hodiernamente, o brasil continua mantendo essa relação, fato que se ratifica pelos dados do Instituto Trata Brasil que afirmou que nas 100 maiores cidades do país, cerca de 90% dos esgotos de áreas irregulares não são coletados e nem tratados.

Portanto, é imprescindível que governo promova melhorias para o precário saneamento básico brasileiro. Destarte, surge a necessidade de o Governo Federal em parceria com o Ministério Da Economia, aplicar as diretrizes do Plano Nacional De Saneamento Básico em todas as regiões do brasil, por meio de verbas públicas de municípios brasileiros, visando uma maior democratização do saneamento básico pelo brasil. Assim como a necessidade da criação de impostos municipais, objetivando uma arrecadação financeira suficiente para garantir saneamento básico à população periférica. E assim, finalmente, garantir um país onde a ordem e o progresso vigorem em consonância.