Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 18/12/2020

O poeta Carlos Drummond de Andrade metaforizou em seu poema “No meio do caminho”, a ideia de que, durante a vida, os indivíduos encontram empecilhos a serem superados. Sob tal ângulo, percebe-se que há diversos desafios para melhorar o saneamento básico no Brasil e isso configura-se como um obstáculo para a população brasileira. Nesse sentido, cabe avaliar que esse cenário nefasto ocorre em virtude da insuficiência legislativa e a falta de visibilidade do assunto.

Primeiramente, convém mencionar a ineficácia estatal referente ao tema. Em relação a isso, o termo “ausente contumaz”, elaborado por Washington Luís, norteia a negligência dos órgãos públicos, em grande parte, com assuntos de aspectos socias, como é o caso da universialização do saneamento básico brasileiro. A título de exemplificação, nota-se que o lento avanço da meta de levar o sanemento para todo o país se deve a não prioridade do governo ao problema em questão, visto isso, não realizam metas e investimentos válidos na adversidade. Tal descaso reflete na população mais pobre do Brasil, já que, segundo o site G1.com, os bairros mais pobre e as regiões mais longínquas do Sudeste, como o Norte e o Nordeste do país são os mais afetos com a falta de tratamento de esgoto e água.

Ademais, é válido salientar a falta de visibilidade do tema. Consoante à ideia do linguista Noam Chomsky, os veículos de comunicação possuem a capacidade de silenciar, muitas vezes, determinados assuntos, como o referente imbróglio do saneamento básico no Brasil. Dessa forma, é evidente que a problemática do tratamento de água e esgoto, uma vez que não abordada pela imprensa, torna-se um assunto pouco discutido na sociedade. Desse modo, o não protagonismo da temática em questão, a qual precisa ser abordada com relevância pelos meios de comunicação, a fim de que se minimizem os impactos relacioandos a ela, como esgotos a céu aberto, piores condições em comunidades carentes e regiões pobres, doenças acometidas ao esgoto e água não tratada, e os danos ao meio ambiente, tornam-se esquecidos das prioridades a serem solucionadas no país.

Portanto, o problema mostra-se uma “pedra” a ser removida para o desenvolvimento do Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde - responsável pelas políticas de saneamento no país -, junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio de mais verbas sendo destinadas ao assunto, disponibilizar gestores especializados e engenherios ambientais e sanitários, para indentificar o problema de cada região e então realizar políticas de intervenção e construção de redes de captação e tratamento. Outrossim, a mídia, mediante reportagens e notícias, deve exibir os problemas da população não ter um saneamento básico adequado em rádios, televisão, internet e redes sociais. Logo, os cidadãos brasileiros ficaram informados dos impactos desse problema.