Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 22/10/2020

A Peste bubônica foi uma infecção bacteriana que se disseminou pela má gestão da saúde e dizimou um terço da população europeia. Todavia, o precário saneamento básico nacional contribui para que doenças parecidas se espalhem, e a melhora disso carece de mudanças estruturais, em especial no que concerne à captação irresponsável e ao descarte irregular. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.

A princípio, o uso desmedido dos pontos de coleta é nocivo para a qualidade de vida populacional. Sob esta ótica iminente, a Organização das Nações Unidas alerta aqui, se não houver medidas emergenciais, quarenta porcento das reservas de água potável no mundo podem encolher em dez anos. Nessa lógica, essa retirada imoderada causa uma redução significativa da oferta desse recurso, prejudicando o ambiente e, por conseguinte, incapacitando o abastecimento nacional de água potável. Dessarte, é medular alterar a política pública de gestão da água.

Outrossim, a ausência de estrutura de esgotamento sanitário representa outro obstáculo para o saneamento básico. Consoante a isso, o Instituto Trata Brasil informou que cinquenta e cinco porcento do esgoto nacional retorna à natureza sem o tratamento adequado. De maneira análoga, a limitada instalação para essa atividade de despojamento amplia o esgoto a céu aberto, acentuando os índices de doenças. Destarte, revela-se a imprescindibilidade de expandir as redes de tratamento.

Portanto, com o fito de preservar o bem estar social, o Ministério da Saúde, responsável por promover e manter a saúde pública, deve estimular a criação de novos mecanismo, tanto para coleta do recurso hídrico quanto para descarte dos dejetos. Seriam realizados projetos multidisciplinares em centros universitários, unindo cientistas e engenheiros, para reduzir o volume de água retirada, ampliar esse volume aproveitado dos esgoto e aprimorar o uso dos dejetos para fins sociais, como biofertilizantes. Somente assim doenças decorrentes da insalubridade, como a Peste, podem ser erradicadas.