Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 28/10/2020

No Brasil, a Lei 14.026/2020 prevê a universalização do saneamento básico até 2033. No entanto, a população se mostra distante da realidade prometida pela norma constitucional, haja visto que metade do povo brasileiro não tem acesso a rede de esgoto. Nesse contexto, o descaso dos governantes em cumprir as leis,  bem como a forma de descarte do lixo em muitos locais, apresenta-se como entraves para melhorar o precário saneamento básico brasileiro.

Primeiramente, é necessário ressaltar o desinteresse dos administradores do país em oferecer uma melhor qualidade de vida à população. A esse respeito, o direito à vida é fundamental e assegurado pela constituição desde de 1988, isso inclui bem estar e saúde, logo abastecimento de água, limpeza urbana, esgotamento sanitário é essencial para garantir o mínimo de conforto aos cidadãos. Dessa forma,  enquanto isso for  apenas teorias e promessas, a realidade de muitos brasileiros é péssima.

Ademais, outro fator responsável pelo deficiente saneamento básico é a forma de descarte do lixo. Sem dúvidas, os lixões a céu aberto são responsáveis por inúmeras desordens ambientais, como na contaminação dos lençóis freáticos por chorume, contaminação do ar pela decomposição do lixo liberando metano. Além disso, os habitantes que vivem e trabalham nesses locais estão sujeitos a uma situação de miséria, suscetíveis a doenças como leptospirose, dengue, diarreia. Dessa maneira, é indispensável uma mudança desse cenário.

Fica evidente, portanto, os desafios para aprimorar o saneamento básico brasileiro. Urge que o Estado invista em locais apropriados para o abandono do lixo, como aterros sanitários e galpões onde possa ocorrer reciclagem, como também ensinar através de palestras  nas escolas a maneira correta de descarte de resíduos, a fim de melhorar o impacto ambiental ocasionado pelo detrito. Assim, todos os habitantes usufruirão de um mundo mais limpo e melhor para viver.