Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 27/01/2021

De acordo com a declaração dos direitos humanos de 1948, o direito à saúde é inerente e fundamental ao ser humano. No entanto, na realidade brasileira, a falta de saneamento básico impede que muitos cidadãos tenham direito à saúde, visto que, a precariedade desse serviço está fortemente ligada a doenças infecciosas, como a cólera e a poliomielite. Isso se dá pela falta de investimentos públicos, acarretando em grandes problemas de saúde pública.

Em primeiro lugar, há um extremo descuido governamental com uma população em não investir o valor necessário em saneamento básico. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento, de 2013 pra cá, a média em bilhões de investimento caiu drasticamente, passando de R$13,2 para apenas R$10,96 em 2017. Tal situação demonstra total negligencia com os cidadãos brasileiros que pagam seus impostos e mesmo assim não recebem serviços dignos. Dessa forma, é necessário que o Governo Federal cumpra a Lei n ° 11.445 da legislação brasileira que, prevê o abastecimento de água potável, esgotamento, tratamento de lixo, entre outros serviços sanitários, para que assim, haja a universalização dos direitos sanitários básicos da população.

Ademais, os problemas de precariedade no sistema de saneamento não se encontram apenas nas causas, como também nas consequências dessa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 88% das mortes por diarreia são causadas pela falta de saneamento básico, esses óbitos, 84% são de crianças. Nesse sentido, as altas taxas comprovam que a falta de recursos básicos compromete a saúde de quem vive nas áreas sem acesso aos serviços de higiene. Logo, é questão de saúde pública que o governo cria iniciativas para que todos tenham acesso a saúde.

Portanto, medidas são necessárias para frear tal problemática. O Ministério da Saúde em parceria com o setor privado deve investir em melhorias para o saneamento básico nas periferias, por meio de obras eficazes para o tratamento de água potavel, esgotamento sanitário das cidades e coleta devida do lixo, afim de viabilizar condições salubres e dignas para os cidadãos que residem em  locais urbanos. Espera-se com essa medida que os individuos que residem em áreas periféricas possam ter acesso a condições dignas de saneamento.