Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 03/11/2020

No filme “Parasita”, é retratado o triste cotidiano de uma família em condição de miserabilidade enfrenta para alcançar a ascensão social. Nesse sentido, durante a longa cinematográfica, mostra como o  acesso à direitos básicos é uma perspectiva distante da realidade. De maneira análoga ao filme, é fato que a contemporaneidade brasileira não é diferente, uma vez que o acesso a saneamento básico, um direito previsto, é precário. Isso acontece devido à formação de cidades elitistas e a falta de investimentos em direitos básicos.

É relevante abordar, primeiramente, que as cidades brasileiras foram construídas de forma abrupta e sob um viés elitista durante a formação dos primeiros centros urbanos, restringindo a população pobre em regiões irregulares que impedem o planejamento adequado de infraestrutura de serviços básicos, como abastecimento de água potável e saneamento, características que marcam a persistência da segregação social no país.

Além disso, é imperativo pontuar a negligência estatal, no que diz respeitos aos direitos básicos. Embora a Constituição de 1988 assegura o saneamento como direitos de todos, a insuficiência dos recursos e o não cumprimento dessa tal garantia é um fator limitante para que não haja a precariedade do saneamento no Brasil. A corrupção pertinente por partes dos representantes, evidenciado como aspecto da sociedade brasileira no livro “Raízes do Brasil” de Sérgio de Holanda, contribuem por essa e outros diversos problemas existentes.

Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Nessa lógica, é imperativo que os Órgãos Comunitários, por meio de  verbas da iniciativa empresarial que apoiam a causa humanitária, melhorem a infraestrutura precária nas periferias brasileiras, com o intuito de promover os direitos não assegurados pelo próprio Estado. Além disso, escolher com conscientização os representantes  é crucial para que haja a plenitude da democratização no país. Feito isso, a sociedade não vivenciará os problemas da família vista em “Parasita”