Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 31/10/2020

Durante o período colonial a situação de saneamento básico era extremamente precária pela falta de recursos, tanto que a eliminação dos excrementos era feita pela classe tigres de escravos. Nesse sentido, atualmente, ainda há uma grande parcela dos cidadãos que enfrenta problemas com o débil saneamento básico no Brasil. Isso ocorre devido à ineficiência do governo na garantia e correta execução do tratamento sanitário.

Diante disso, vale ressaltar, inicialmente, que a precária situação de saneamento básico no país reflete aos problemas nos projetos públicos que visam melhorias nessa condição. Paralelo a isso, John Locke sustenta a existência de um contrato social entre  sociedade e Estado, no qual cabe ao governo garantir os direitos inalienáveis da população. No entanto, por estabelecer planos de saneamento tão demorados, como o Plano Nacional de Saneamento Básico, que demorará mais de 20 anos para ser completamente implementado, o poder público demonstra sua ineficiência e leva grande parte da sociedade a situações barbaras sem acesso à água tratada e esgoto.

Além disso, o errôneo descarte de esgotos nos rios contribui para o cenário de precariedade do saneamento básico. Sobre isso, desde o século XX, com a tardia industrialização do Brasil, os recursos hídricos são usados em grande potencial. Porém, com o tempo os rios passaram a ser verdadeiros esgotos a céu aberto, que diariamente recebem toneladas de resíduos poluentes. Tal situação denota, portanto, uma conjuntura caótica que precisa ser combatida.

Dessa forma, é preciso solucionar essa problemática no Brasil. Por isso, o Ministério da Saúde, por meio da oferta de recursos econômicos aos municípios, deve promover a abrangência do maior número possível de casas a receberem saneamento básico, com o intuito de democratizar os serviços sanitários. Ainda cabe ao Poder Público, juntamente às empresas de tratamento de esgoto, interromperem a poluição de rios, por meio do tratamento prévio do esgoto que será liberado aos cursos d’água, a fim de preservar os recursos hídricos do país. Assim espera-se garantir qualidade de vida da população, que de acordo com Platão é tão importante que supera a existência.