Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 02/11/2020

A Suécia é um dos países que possui a maior taxa de saneamento básico no mundo, segundo a ONU (Organização Mundial da Saúde). No entanto, a realidade no Brasil é extremamente distante dessa, e essa problemática acarreta o comprometimento do SUS (Sistema Único de Saúde) e a redução no estoque de recursos naturais.

Em primeira instância, é necessário reconhecer que a falta de investimento para oferecer condições salubres à população prejudica a saúde pública. Nesse sentido, segundo o G1, os gastos com o saneamento básico apresentam um retorno financeiro significativo a longo prazo, devido à economia com o SUS em tratamentos de doenças causadas pela escassez dele. Sob esse aspecto, é inadmissível que o Brasil não priorize essa necessidade, visto que, além de fornecer o mínimo de saúde e dignidade para quem vive sem esse direito, também aumenta a renda nos cofres públicos.

Além disso, vale salientar que o tratamento inadequado de esgoto tem como consequência a poluição de rios, essenciais para a sobrevivência humana. Nesse prisma, conforme o documentário “Planeta Terra”, se o homem mantiver o ritmo de produção atual, em 2060, precisará de 3 planetas para suprir as necessidades humanas por recursos naturais. Dessa forma, é inaceitável que o Brasil, membro pleno da ONU, que tem como meta para 2030 o desenvolvimento sustentável, perca seus rios por falta de saneamento, uma vez que, é um problema totalmente evitável.

Depreende-se, portanto, que a salubridade é essencial para a economia, saúde e sobrevivência. Logo, os Ministros da Saúde e do Meio Ambiente, como responsáveis, respectivamente, pela saúde humana e da natureza, devem investir em saneamento básico, por meio da construção de redes de tratamento de esgoto nas periferias que carecem dessa tecnologia. Espera-se, com isso, que as doenças causadas por insalubridade sejam praticamente extintas e todas as águas brasileiras se tornem próprias para consumo.