Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 04/11/2020

No filme “Parasita”, é retratado o triste cotidiano de uma família em condição de miserabilidade enfrenta para alcançar a ascensão social. Nesse sentido, durante a longa cinematográfica, mostra como o acesso aos direitos básicos é uma perspectiva distante da realidade. De maneira análoga ao filme, é fato que a contemporaneidade brasileira não é diferente, uma vez que o acesso ao saneamento básico, um direito previsto, é precário. Isso acontece devido à formação de cidades elitistas e a falta de investimentos governamentais.

É relevante abordar, primeiramente, que as cidades brasileiras foram construídas sob um viés elitista durante a formação dos primeiros centros urbanos, restringindo a população pobre em regiões irregulares. Devido a esses fatores, a infraestrutura da região impediu o planejamento de postos de saúde, abastecimentos de água e, principalmente, saneamento, características que marcam a persistência da segregação social no país.       Além disso, é imperativo pontuar a negligência estatal no que diz respeitos aos direitos básicos. Embora a Constituição de 1988 assegure o saneamento como direito de todos, a insuficiência dos recursos e o não cumprimento dessa garantia é um fator limitante para a melhoria da qualidade higiênica da população periférica. Outrossim, a corrupção pertinente por partes dos representantes, evidenciado como aspecto da sociedade brasileira no livro “Raízes do Brasil” de Sérgio de Holanda, contribuem por essa e outros diversos problemas existentes.

Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Nessa lógica, é imperativo que empresas que apoiem a iniciativa humanitária destine verbas para a melhoria da infraestrutura precária nas periferias brasileiras, com o intuito de concretizar o Plano Nacional de Saneamento Básico e garantir os direitos não assegurados pelo próprio Estado. Feito isso, a sociedade não vivenciará os problemas da família vista em “Parasita”.