Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 10/11/2020

Carlos Drummond de Andrade, em sua obra “no meio do caminho”, retrata o percurso de uma pedra presente em sua trajetória. Embora o contexto do poema do contista não tenha sido escrito sob o viés social, percebe-se um alinhamento com a realidade brasileira, no que tange aos desafios para melhorar o precário saneamento básico. No sentido de que, esse, é um notório problema que persiste sem solução, á custa da falta de políticas públicas e do silenciamento social.

Em primeira análise, nota-se que a falta de ações governamentais é causa manifesta da matéria. Nesse sentido, Abraham Lincoln, célebre político norte-americano, teceu diversas críticas sobre o sistema político em geral, sempre reforçando a ideia de que a política é serva do povo e não ao contrário. Em relação a falta de investimento público, para promover um saneamento adequado á população, o que se percebe é justamente a ideia oposta que Lincoln defendeu, visto que, não há nenhum conjunto de planos, metas públicas voltadas para a resolução do problema. Assim, tem-se como consequência, o agravamento de imbróglios, como, por exemplo, habitantes sem acesso ao abastecimento de água, tratamento de esgoto e coletas de lixo. Logo, sem um política comprometida, a resolução de tal fato é praticamente utópica.

Ademais, o silenciamento social, é causa secundária da questão. Nesse seguimento, a cronista brasileira Martha Medeiros, afirmou que “silenciamos aquilo que não queremos que venha á tona”. Sobre isso, pode-se afirmar que, o direito da sociedade em ter saneamento básico estruturado, não é garantido pelo poder público, que não da a devida atenção para que não seja preciso lidar com os seus pormenores, com isso, impactando diretamente na saúde dos cidadãos que vive em áreas degradadas. Sendo assim, é fundamental mudanças de tal postura estatal incoerente.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário desafiador. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de palestras nas escolas e universidades, deve criar campanhas de debate, que possibilite a discussão de assuntos silenciados socialmente como os desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro. Tais debates devem extrapolar o espaço acadêmico, com transmissões ao vivo pelas redes sociais, por exemplo, para aumentar a possibilidade de discussão e trazer mais lucidez e conhecimento para todas as cidades. Espera-se dessa forma, que o assunto deixe de ser desconhecido e tenha probabilidade de fundar-se.