Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 12/11/2020
Promulgada em 1948, a Constituição Federal Brasileira garante que todos tenham o direito à sadia qualidade de vida. Conquanto, problemas relacionados ao precário saneamento básico no país tem feito com que muitos cidadãos não possam usufruir de seu direito. Nesse perspectiva, a fim de erradicar tal problemática do país, cabe-se de antemão analisar suas raízes: ora no baixo investimento do Estado, ora na cordialidade do corpo social.
Em primeira análise, é importante ter conta que o saneamento básico é um dos principais instrumentos na construção de um país desenvolvido. Ademais, tendo em conta que o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, torna-se racional pensar que o território possui um sistema de esgoto eficiente. Contudo, o que acontece é justamente o oposto e o resultado disso é refletido nos mais de 50% que não possuem acesso ao mecanismo de higiene básica, segundo o Ministério de Desenvolvimento Regional. Nesse sentido, entende-se como a situação caótica é de responsabilidade do conjunto governamental que não haje, o que é preocupante.
Faz-se mister, ainda, salientar o baixo preparo da população na hora de escolher seus representantes políticos. Assim, o escritor Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro Raízes do Brasil explica o conceito de “cordialidade”, como sendo um comportamento social, o qual o indivíduo prioriza o seu benefício no lugar de um bem comum. Dessa maneira, o que acontece é a troca de votos por favores recebidos, além de falsas promessas advindas de governantes despreparados que não pensam em melhorias de base, como a do sistema de esgoto, pelo fato não serem tão vistosas em meio às cidades. Sendo assim, fica-se claro como os maus comportamentos de alguns geram, diante de toda sociedade, árduos desafios na busca pelo melhoramento do saneamento básico, o que é estarrecedor.
Fica claro, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um país com um melhor planejamento no que tange o saneamento básico. Dessa forma, urge que, o Governo Federal, como instância máxima da administração do poder executivo, atue em favor da população, através da criação de leis que destine fundos financeiros, vindos de impostos, para o custeamento de construções que visem levar o saneamento básico para a população. Logo, um maior contingente poderá usufruir do seu direito de uma melhor qualidade de vida, como assegura a Constituição Federal. Então, somente assim, o Brasil será capaz de superará tais desafios, fazendo com que uma sociedade mais íntegra seja alcançada.