Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 14/11/2020
O filósofo Jean-Paul Sartre dissertou sobre o comportamento coletivo, evidenciando-o sobre o caminho para o real progresso de uma nação, a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, nota-se uma crescente discussão coletiva sobre o precário saneamento básico brasileiro e formas de como melhorá-lo. Com isso, em vez de trabalharem como estratégias efetivas, os mecanismos de auxílio da saúde e a razão estrutural acabam por contribuir com o cenário atual.
Primeiramente, é fundamental debater sobre os impasses desse fenômeno. De acordo com o site G1, menos da média da população brasileira possuiu esgoto tratado no ano de 2016. Esse dado evidencia a baia eficiência nos mecanismos de auxílio, como o Governo, em fiscalizar a promoção de políticas públicas que visem a distribuição de saneamento básico para todos os cidadãos, uma vez que há leis para assegurar o direito ao abastecimento público de água potável, porém tais leis não estão sendo cumpridas adequadamente, segundo o Ministério da Saúde. Diante disso, a ausência de medidas de vigilância afeta diretamente o melhoramento do precário saneamento no Brasil.
Além disso, é cabível afirmar que essa situação nociva se deve ao Fato Social. Segundo Durkheim, “o Fato Social é a maneira coletiva de pensar e agir, dotada de coercitividade”. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a lenta mudança na mentalidade de parte da sociedade sobre a importância da democratização dos serviços sanitários básicos diminui a resolução desse problema pela falta de informação. Por conseguinte, a inserção do papel de direito do cidadão precisa ser disseminada para que esse saber seja adotado por todos naturalmente.
Portanto, torna-se clara a relevância da adoção de medidas para diminuir essa problemática. Logo, o Congresso Nacional deve elaborar uma legislação mais rigorosa que reforce a democratização da distribuição do saneamento básico nas cidades brasileiras, por meio de especialistas em segurança da saúde, como vigilantes sanitários, com o fito de melhorar o acesso à boa infraestrutura por toda a população. Dessa forma, será possível aumentar o bem-estar social descrito por Sartre.