Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 24/11/2020

Idade Média, período da história ocorrido entre os séculos V e XV, marcado principalmente pela guerra, peste e fome. Contudo, sendo a “peste negra” responsável por dizimar 1/3 (um terço) da população europeia (em função da doença transmitida pela pulga do rato) decorrente da não existência do saneamento básico no período. Todavia, embora que ainda no século XXI não exista uma vacina contra a doença, seu principal combatente é o saneamento básico. No entanto, sendo ele de extrema necessidade pública, no Brasil a ausência de investimentos em rede de esgoto e em sistema de água tratada é um grande desafio as ser combatido.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a forma de urbanização brasileira se deu de maneira rápida e desorganizada. De tal forma que, durante a década de 1970 havia mais pessoas nas cidades do que no campo. Diante de tal fato os bairros periféricos crescerão drasticamente, junto a ausência de infraestrutura de saneamento básico e, a falta de investimentos por parte do governo que por consequência coloca em vulnerabilidade a saúde e, bem estar da própria população. O documentário “A Luta Pelo Básico” do Instituto Trata Brasil deixa explicito que a falta de investimentos em saneamento básico afeta o país de norte a sul. Visto que conforme dados do CNI, infelizmente o Brasil está 21 anos atrasado em saneamento básico.

Por conseguinte, a falta de saneamento básico nas cidades brasileiras afetam principalmente a população, em função de doenças causadas pela falta de rede de esgoto onde, bactérias e vermes se proliferam. Diante disso, milhões de brasileiros principalmente crianças adoecem diariamente. Assim, de maneira análoga o Brasil ainda se encontra na Idade Média do saneamento. Nesse viés, conforme dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) à cada 1 real investido em saneamento básico, o Brasil economiza 4 reais em saúde. Dessa maneira, constatando sua importância perante o bem estar da população e tornando indubitável a importância dos investimentos em políticas públicas de saneamento, uma vez que com tais investimentos diminuiria a taxa de doentes.

Infere-se, portanto, que a falta de investimentos em políticas de saneamento é um grande desafio a ser combatido. Desse modo, é de suma importância que o governo invista em projetos de saneamento básico, por meio do contrato com empresas terceirizadas. Onde, vise a construção de rede de esgotos e de sistemas de água com tratamento. Dessa forma, espera-se promover cidades limpas e organizadas, além de diminuir a taxa de doenças provocadas pelo precário saneamento básico.