Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 18/11/2020

O direito ao saneamento básico está na lei desde 2007, no entanto isso não é efetivo, já que grande parte da população sofre com a falta desse direito, segundo a Confederação Nacional da indústria (CNI) cerca de representa 47,6% dos brasileiros não tem acesso à coleta de esgoto. Ao refletir a respeito do precário saneamento básico brasileiro, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da dificuldade desse direito chegar às populações afastadas e pobres, e com isso os esgotos a céu aberto acarreta em diversos problemas ao meio ambiente e à saúde. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil há uma grande desigualdade de renda. Diante disso, percebe-se, de acordo com uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU) 1% das pessoas mais ricas concentram 28,3% da renda total do país. De maneira análoga, a grande concentração de renda reflete na dificuldade de direitos básicos como o saneamento básico e água chegarem a comunidades mais pobres, as quais vivem em condições precárias. e não possuem poder aquisitivo. Em suma, como uma alternativa, acabam despejando o esgoto a céu aberto ou em rios e mares.

Desse modo, as águas residuais ao entrarem em contato com rios e ao ser humano pode causar poluição e consequentemente doenças. A vista disso, nota-se, de acordo com o Jornal G1 uma das grandes causas da poluição é a contaminação das águas por esgoto. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para a saúde da população, uma vez que inúmeras doenças são transmitidas pela falta de saneamento básico, como poliomielite, diarreia por vírus, ancilostomíase conhecido como amarelão, cisticercose e entre outras.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o PLANSAB (Plano Nacional de Saneamento Básico), em conjunto com empresas público privadas em contratas voluntários para ir até os lugares mais afastados e comunidades, de modo que possam oferecer o saneamento básico a todos, com o objetivo de que a desigualdade seja ínfima. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate às doenças causadas pela falta de saneamento básico e a conscientização da população, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.