Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 20/11/2020

Apesar do Brasil ratificar a Agenda 2030 estabelecida pela Organização das Nações Unidas em 2015, que cria uma meta de universalizar o saneamento básico até o ano de 2030, o Estado brasileiro ainda demonstra uma inércia para solucionar a lacuna do saneamento básico. Logo, as negligências afetam a saúde pública e a produtividade nacional.

Primeiramente, destaca-se a Constituição Federal que garante que a saúde é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Todavia, a defasagem do saneamento básico contribui para a propagação de doenças, como por exemplo a dengue, diarreia e o amarelão, bem como, o não investimento em saneamento básico contribui para uma despesa anual de 100 milhões de reais ao Sistema Único de Saúde (SUS), dados fornecidos pelo Ministério da Saúde. Desse modo, o Governo atua como agente perpetuador do processo de colocar a vida de milhões de brasileiros em risco de saúde. Em suma, é substancial a mudança desse cenário.

Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de saneamento básico prejudica a produtividade nacional. Como resultado, verifica-se que 217 mil brasileiros se afastam de suas atividades por problemas de saúde gerados pela ausência de saneamento básico, seguidamente, brasileiros que não possuem saneamento básico detêm um rendimento de 21% menor em produtividade, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. Consequentemente, é notório que o saneamento é essencial para o desenvolvimento pessoal e para a igualdade social.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar o saneamento básico. Por conseguinte, cabe o Ministério da Infraestrutura, fazer a ampliação da coleta de esgoto, por meio de investimentos públicos e a desburocratização do setor para as empresas privadas concorrerem em obras públicas que visam o aumento da coleta de esgoto, a fim de erradicar os problemas de saúde e melhorar a produtividade econômica. Somente assim, esse problema será gradativamente finalizado, pois, conforme Gabriel o Pensador, ’’ Na mudança do presente a gente molda o futuro’'.