Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 23/11/2020
O romance naturalista “O Cortiço”, retrata o cotidiano de uma parcela da população que vivia em uma estalagem sem serviços sanitários no Rio de Janeiro durante o século XIX. Outrossim, tal situação ainda acontece nos dias atuais,principalmente em regiões pouco abastadas. Sendo assim, torna-se imprescindível debater acerca da indispensabilidade do saneamento básico para saúde e o porquê de sua ausência ser mais comum em países subdesenvolvidos.
Em primeira análise, é notório que o saneamento básico está diretamente ligado à saúde. De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada um dólar investido em serviços sanitários, são economizados quatro dólares em saúde pública, isso deve-se ao fato de que quanto maior a higienização, menor é o risco de proliferação de doenças. Dessa forma percebe-se que os investimentos são indispensáveis como uma forma de prevenção.
Por conseguinte, convém ressaltar que a falta de saneamento básico tem relação com o processo de industrialização. Os atuais países desenvolvidos, se industrializaram de maneira lenta, ou seja, a urbanização foi organizada e sem uma infraestrutura precária. Já nos países periféricos, esse processo foi tanto tardio como acelerado, o que resultou em muitas áreas desestruturadas. Desse modo, nota-se o porquê desse episódio ser mais cotidiano em países subdesenvolvidos.
Logo, em virtude dos fatos, é necessário dar mais ênfase aos serviços sanitários, por meio de maiores investimentos dos órgãos públicos, com o objetivo de fornecer a toda população uma melhor qualidade de vida. Como também, através de publicações no meio midiático, deve-se espalhar informações sobre a Lei Nacional do Saneamento Básico, para que os indivíduos saibam e reivindiquem seus direitos. Feito isso, esse cenário ficará no passado, registrado apenas em livros como “O Cortiço”.