Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 24/11/2020

Conforme o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Geografia, menos da metade dos brasileiros usufruem das medidas de saneamento básico, como  a limpeza urbana e o abastecimento de água potável. Frente a isso, verifica-se a importância de debater acerca dos principais desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro: os desdobramentos do processo de urbanização e a falta de conscientização da população, no que tange a esse assunto.

Em primeira análise, as regiões que mais carecem de políticas sanitárias são as cidades periféricas, consoante o Jornal da Cultura. Isso porque, em meados do século XIX, no Brasil, iniciava-se o desenvolvimento das áreas urbanizadas, o que, de fato, implicou na marginalização dos indivíduos de baixa renda e, por sua vez, na ocupação de terrenos irregulares, como, por exemplo, os morros do Rio de Janeiro. Com isso, devido ao não planejamento dessa ocupação, os espaços supracitados, desde 1880 até os dias de hoje, apresentam um deficitário abastecimento de água e uma ineficiente coleta de lixo. Logo, é notória a veracidade do Governo agir em prol da parcela populacional aludida.

Em segunda análise, de acordo com o Jornal da Globo, em média, a cada 5 pessoas, 3 fazem o descarte incorreto de sacolas e embalagens de comida, por exemplo. Com efeito, devido ao aumento do escoamento de água,  em razão da camada asfáltica dos centros urbanos,  no período chuvoso, há um expressivo acúmulo de materiais residuais nos bueiros. Em decorrência do exposto, a incidências da doença Leptospirose, a qual é transmitida, principalmente, pela urina de ratos, tende a aumentar. Uma vez que o acúmulo supracitado atrai animais roedores que contaminam a água oriunda da chuva e, por isso, os brasileiros ficam mais expostos às bactérias causadora da Leptospirose.

Portanto, vê-se que o cenário esmiuçado urge por mudanças. Desse modo, a fim de minimizar os desdobramentos do processo de urbanização, o Poder Executivo deve, por meio de verbas governamentais, criar projetos de obras que visem melhorar o abastecimento de água e a limpeza nas regiões periféricas. Ademais, o Ministério da Saúde deve criar anúncios publicitários que explicitem a necessidade de descartar os materiais residuais nos locais corretos. Assim, ao conscientizar a população e melhorar as condições sanitárias das periferias,  o saneamento básico deixará de ser usufruído apenas por uma minoria.