Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 24/11/2020
O direito ao saneamento básico está na lei desde 2007. No entanto, isso não é efetivo, já que grande parte da população sofre com a falta desse direito. Segundo a Confederação Nacional da indústria (CNI), cerca de 47,6% dos brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto. Ao refletir a respeito do precário saneamento básico brasileiro, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da dificuldade desse direito chegar às populações afastadas e pobres, e com isso os esgotos a céu aberto acarreta na proliferação de doenças e poluição ambiental. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil há uma grande desigualdade de renda. Diante disso, uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU) 1% das pessoas mais ricas concentram 28,3% da renda total do país. De maneira análoga, a grande concentração de renda influencia na dificuldade em garantir direitos como o saneamento básico e água cheguem às comunidades mais pobres, as quais vivem em condições precárias e não possuem poder aquisitivo. Portanto, como alternativa ao problema despejam o esgoto a céu aberto ou em rios e mares, visto que o governo não garante suporte às famílias.
Desse modo, as águas residuais ao entrarem em contato com rios e ao ser humano pode causar poluição e consequentemente doenças. À vista disso, nota-se, de acordo com o Jornal G1, uma das grandes causas da poluição é a contaminação das águas por esgoto. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para a saúde da população, uma vez que inúmeras doenças são transmitidas pela falta de saneamento básico, como poliomielite, diarreia por vírus, ancilostomíase conhecido como amarelão, cisticercose e entre outras.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o PLANSAB (Plano Nacional de Saneamento Básico), em conjunto com empresas público privadas para contratar voluntários para ir até os lugares mais afastados e comunidades, de modo que possam oferecer o saneamento básico a todos, com o objetivo de que a desigualdade seja ínfima. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate às doenças causadas pela falta de saneamento básico e a conscientização da população, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.