Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 02/01/2021

No livro O Cortiço, o autor Aluísio de Azevedo relata os problemas urbanos no estado do Rio de Janeiro e a ausência de conjuntos essenciais para a qualidade de vida. Consoante a isso, a precariedade do saneamento

básico ainda é realidade na sociedade brasileira, seja pela negligência governamental, seja pela injusta distribuição de renda entre as classes sociais.

Em primeiro lugar, a negligência governamental é a principal causa para a eclosão desse fator. A esse respeito, o filósofo Zygmunt Bauman, na teoria Instituição Zumbi, declara que algumas entidades perderam a sua função social, mas mantiveram a sua forma. Assim, o governo se mantém inerte perante a inexistência de programas sociais eficazes para a comunidade moderna. Isso demonstra a necessidade de uma política pública eficiente para amparar os cidadãos que enfrentam situações inconsistentes no território nacional.

Além disso, a injusta distribuição de renda entre as classes sociais é um fator importante a ser discutido. Conforme o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), 10% dos indíviduos brasileiros possuem 43% de todo o faturamento nacional. Dado que essa circunstância colabora com a desigualdade social e com a alta concentração de renda na população minoritária. Portanto, é necessária a intervenção estatal para diminuir a disparidade de provento entre os cidadãos do país.

Em síntese, é urgente que essa situação deixe de existir na contemporaneidade brasileira. Para tanto, o Governo Federal deve, por meio de verbas governamentais, investir em programas sociais efetivos a fim de melhorar as conjunturas de precariedade da população, como também precisa, mediante de destinação de montantes, investir em educação de qualidade para os cidadãos conhecerem os seus direitos e consequentemente melhorar o faturamento individual. Dessa forma, o livro será um aprendizado para aperfeiçoar os investimentos em infraestrutura no território brasileiro.