Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 27/11/2020
Durante a Idade Média, em ruas apertadas e becos escuros, a falta de saneamento básico no período trouxe a peste negra, doença transmitida pela pulga do rato. Assim, sendo responsável por dizimar um terço(1/3) da população europeia. No entanto, ainda que no século XXI não exista uma vacina eficaz contra a doença, seu principal combatente é o saneamento básico. O Brasil, por sua vez, mesmo com a aprovação da lei Nº 11.445 em janeiro de 2007 ainda denota desafios, na qual torna-se indubitável que a ausência de investimentos em projetos de rede de esgoto, água tratada, e coleta de lixo é um desafio à ser combatido.
Em primeira análise, é importante ressaltar, que a forma de urbanização brasileira ocorreu de maneira rápida e desorganizada, de tal forma, que durante a década de 1970, havia mais pessoas nas cidades do que no campo. Diante disso, com as constantes expansões das cidades, os bairros periféricos cresceram drasticamente, todavia a infraestrutura de saneamento básico não se expandiu junto às cidades. O documentário “A Luta Pelo Básico” do Instituto Trata Brasil, deixa explicito que o não investimentos em saneamento básico afeta o país de norte a sul. Ademais, consequentemente, doenças como a leptospirose, cólera e esquistossomose afetam diariamente a população que se encontram em condições precárias. Na qual, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), à cada 1 real investido em saneamento básico, o Brasil economiza 4 reais em saúde.
Por conseguinte, conforme dados do CNI (Confederação Nacional da Indústria), infelizmente o Brasil está 21 anos atrasado em saneamento básico. Os projetos mal elaborados acabam sendo poucos realistas, de tal maneira, que não leva em conta a estrutura do solo, o índice pluviométrico e os planos de ordenamentos territoriais (quando a cidade vai crescer, e para onde), visto que, acaba faltando orçamento ou para concluir, ou para melhoria e manutenção da infraestrutura. Por consequência, muitas cidades brasileiras encontram-se em estados de calamidade sem redes de esgotos, tratamento de água, e coleta de resíduos. Diante de tal fato, os dejetos da própria população são despejados em igarapés e rios.
Infere-se, portanto, que a falta de investimentos em políticas públicas de saneamento é um grande desafio a ser combatido. Desse modo, é de suma importância que o Governo invista em projetos de saneamento básico, por meio do contrato com empresas terceirizadas, visando a construções de redes de esgotos, sistemas de água com tratamento, e coleta de resíduos. Dessa forma, espera-se promover cidades limpas e ecológicas, além de diminuir a taxa de doenças provocadas pelo precário saneamento básico.