Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 07/12/2020

Promulgada pela ONU, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito ao bem estar social. Contudo, é evidente que esse conceito se encontra impraticável devido ao precário sistema de saneamento básico brasileiro. Isso se deve, sobretudo, à passividade da população e à negligência do Estado. Portanto, busca-se melhorar esse problema que assola o país.

De início, nota-se o desinteresse da população em sanar esse desafio. Nesse sentido, consoante o sociólogo polonês Zygmund Bauman. “nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar, pode esperar respostas para os problemas”.Nesse sentido, a indiferença dos cidadãos brasileiros em propor ações populares que pressionem o congresso a implementar uma rede de esgoto adequada, ocasiona a manutenção dessa precariedade.Assim, a carência de um tratamento de água e de esgoto adequado gera a proliferação de diversas doenças, deixando diversas a população com enfermedades, dificultando sua qualidade de vida.

Em segundo plano, a negligência estatal é um fator a falta de acesso à limpeza de água, esgoto e lixo.Sob tal ótica, segundo Aristóteles, filósofo grego," a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos".Dessa forma, nota-se a incoerência desse conceito, haja vista que, segundo o IBGE," 53% do esgoto é coletado, e apenas 46% é tratado".Por conseguinte, a falta de investimento em saneamento básico adequado leva o Estado a aumentar os gastos na saúde e mantém o alto desemprego por gerar pouco emprego na área.

Logo, urge que o Estado invista na democratização do saneamento no brasil, por meio de simplificação de licenciamento ambiental e de liberação de verba no setor, a fim de garantir uma digna qualidade de vida à população. Ademais, é preciso que o Ministério público desenvolva um aplicativo para interagir com a sociedade para melhorar a fiscalização de obras nesse setor.