Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 16/12/2020
O filme sul-coreano “Parasita”, retrata a vida da família Kim, que vivem em condições precárias, com acesso mínimo ao sanemento básico, devido a sua situação financeira. Embora seja uma obra ficcional, o filme apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois, assim como na obra, parcela dos brasileiros estão expostos ao precário saneamento básico, ora pela desigualdade no acesso ao saneamento, ora pelo individualismo da sociedade. Assim, cabe a análise acerca de causas, consequências e possível solução da problemática.
Em primeiro plano, cabe analisar como a desigualdade - no que diz respeito ao saneamento de qualidade - têm impactado os indivíduos economicamente vulneráveis. De acordo com o balanço feito pela Agência Estado, somente 46,3% da coleta é tratada de maneira correta. Nessa perspectiva, tal quadro é preocupante, quando atrelado aos algoritmos, pois, parte da população vulnerável acaba sendo marginalizada, uma vez que o saneamento só é feito de maneira correta e eficaz para os indivíduos com maiores condições financeiras. Dessa forma, cada cidadão é efetado diretamente por não possuir facilidade em acessar melhores condições de vida.
Ademais, é necessário ressaltar o individualismo como outro fator da problemática sob a ótica do sociólogo Zygmunt Bauman. Segundo o autor, o individualismo é uma das principais características - e o maior conflito - das relações do mundo moderno, na qual o bem-comum e a solidariedade tornaram-se conceitos desvalorizados. Dessa maneira, é nítido que a população de classe média alta por não vivenciarem diariamente problemas de saneamento precário não possuem empatia para ajudarem esses indivíduos que sofrem frequentemente pela condição e exposição degradante. Nesse sentido, um caminho possível para combater os desafios para melhorar o impasse é desconstruir o principal obstáculo da pós modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio de verbas específicas ampliar à rede de esgoto em todos os municípios brasileiros para que toda a população possa usufruir ao saneamento de qualidade, e assim adquirir melhores condições. Além disso, compete ao meio midiático, criar campanhas nas televisões para conscientizar a sociedade sobre a importância da solidariedade com pessoas que se encontram em situações críticas, e desse modo ajudar o próximo. Feito isso, será possível melhorar o precário saneamento básico brasileiro.