Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 22/12/2020
Conforme o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Geografia, menos da metade dos brasileiros usufruem de medidas, como limpeza urbana e abastecimento de água potável. Frente a isso, verifica-se a importância de debater os principais desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro: os desdobramentos do processo urbanizatório e a falta de conscientização da população, no que tange a esse assunto.
Em primeira análise, as regiões que mais carecem de políticas sanitárias são as cidades periférias, consoante o Jornal da Cultura. Isso porque, em meados do século XIX, no Brasil, iniciava-se o desenvolvimento das áreas urbanizadas, o que, de fato, implicou na marginalização dos indivíduos de baixa renda e, por sua vez, na ocupação de terrenos irregulares, como, por exemplo, os morros do Rio de Janeiro. Com isso, devido ao não planejamento dessa ocupação, os espaços supracitados, desde 1880 até os dias de hoje, apresentam um deficitário abastecimento de água e uma ineficiente coleta de lixo. Logo, é notória a veracidade do Governo agir em prol da parcela populacional aludida.
Em segunda análise, de acordo com o Jornal da Globo, em média, a cada 5 pessoas, 3 fazem o descarte incorreto de resíduos plásticos, como sacolas e embalagens de comida. Em consequência, nos períodos chuvosos, os boeiros deixam de funcionar adequadamente, porque as sacolas e embalagens passam a obstruir a passagem de água para esses escoadouros. Destarte, em concordância com o Ministério da Saúde, a incidência de doenças aumenta, pois a Leptospirose, a título de exemplo, é uma bacteriose transmitida majoritariamente pela urina dos ratos. Então, sem a conscientização de alguns brasileiros, no que concerce a manutenção da limpeza urbana, o contágio da Leptospirose tem a aumentar expressivamente entre todos os indivíduos.
Portanto, vê-se que o cenário esmiuçado urge por mudanças. Desse modo, a fim de minimizar os desdobramentos do processo de urbanização, o Poder Executivo deve, por meio de verbas governamentais, realizar obras que visem melhorar o abastecimento de água e a limpeza nas regiões periféricas. Ademais, o Ministério da Saúde deve, também, criar anúncios publicitários que explicitem a veracidade de descartar os materiais residuais nos locais corretos. Assim, ao concientizar a população e melhorar as condições sanitárias das periferiais, o saneamento básico deixará de ser usufruído apenas por uma minoria.