Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 03/01/2021
“O importante não é viver, mas viver bem”.Segundo o sociólogo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência.No entanto, esse ideal platônico não é realidade para uma boa parcela da população brasileira, visto que a inobservância estatal frente ao precário sistema de saneamente básico impulsiona uma série de impactos negativos na população, como doenças e a falta de higiene.Tendo isso em vista,deve-se entender melhor o contexto atual e resolver os problemas desse serviço público no país.
Em primeiro plano, é importante ressaltar como o Governo e suas aplicações fomentam no impasse.Nesse caso, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à segurança,saúde e ao bem-estar social.Contudo, devido ao escassos investimentos governamentais em infraestrutura,profissionais capacitados e suporte técnico nos programas de coleta e distribuição de água, medidas que tornariam mais acessíveis os serviços essenciais de qualidade, isso não é firmado.Logo, uma melhor administração e fiscalização por parte de algumas gestões públicas é imprescindível para democratizar o acesso ao saneamento básico na sociedade.
Outrossim, vale apontar as desigualdades existentes como responsável por formar um “aphartheid” social hodiernamente.A esse respeito,segundo dados do portal G1,apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto.Paralelamente, percebe-se que a falta de planejamento em várias regiões do país, coloca em risco a vida de inúmeras pessoas devido às várias doenças que podem ser contraídas ao consumir água sem tratamento.Assim,enquanto a desigualdade se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais graves problemas:o acesso desigual ao saneamento de qualidade.
Diante do exposto,é evidente a necessidade de investimentos para minimizar a problemática.Para tanto,cabe ao Governo Federal investir na construção em instalações de tratamento de esgoto,por intermédio da contratação de funcionários capacitados que fiscalizem e controlem o acesso aos bens de serviços,garantindo a transparência.Ademais, convém às entidades governamentais ampliar a rede de coleta de esgoto e acesso à água potável,para acolher as comunidades carentes e habitações precárias, por meio de um plano de melhora na infraestrutura das cidades,realocando canos e populações que moram em locais afastados, dado que o Estado tem a função de regrar e organizar a sociedade.Desse modo,será possível diminuir os desafios do saneamento básico e, somente assim, poder devolver o direito de saúde e ao bem-estar, bem como defendido pela Constituição de 1988.