Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 03/01/2021
“No meio do caminho tinha uma pedra”. Esse trecho, do poeta Carlos Drummond de Andrade, conota a existência de um empecilho que impede a continuação de um percurso. Analogamente, no Brasil hodierno, é fato que, símile à pedra de Drummond, a falta de saneamento básico dificulta o progresso da sociedade, porquanto sendo um dos maiores problemas da população de classe baixa. Sob esse prisma, a fim de explanar o principal rastilho desse revés, faz-se mister a análise da falta de planejamento e de suas respectivas consequências.
Diante desse cenário, a falta de planejamento corrobora a ausência de saneamento nos bairros brasileiros. Segundo o filósofo Aristóteles, é dever do governo agir de forma a garantir isonomia e harmonia numa nação. Todavia, é indubitável que a realidade brasileira vai de encontro ao propósito supracitado, haja vista que a falta de planejamento a carrega problemas em bairros de classe mais baixa, devido ao crescimento da população e a falta de lugar adequada para estabelecer suas residências. Dessa forma, a aglomeração em regiões indevida tornasse possível a possibilidade de se contaminar com doenças provenientes da falta de higiene. Dessa maneira, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.
Por conseguinte, reflexos adversos da problemática são nítidos na sociedade. Nesse contexto, a princípio, destaca-se a desigualdade estabelecida nas regiões que falta saneamento, ocasionando assim, um reflexo de como a sociedade sofre em condições precárias de higiene. Outrossim, vê-se, também, que pode ser algo prejudicial a saúde da população, elevando o alto número de casos de dengue, leptospirose e esquistossomose. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Diante do exposto, a fim de remover essa “pedra” do Brasil, é imperiosa uma intervenção. Para isso, cabe ao Estado – maior interventor das ações públicas da União -, por via de subsídios, fomentar uma solução ao problema do saneamento básico nos bairros periféricos. Isso será feito de modo que o Estado introduza os próximos moradores em casas adequada e com saneamento já instalado, e para os que residem em lugares proveniente, cabe ao Estado uma reformulação e uma construção para o saneamento básico adequado, adicionando grades que impede o fluxo de lixo para as estações de esgoto. Feito isso, o país reduzirá doenças provenientes da falta de higiene e alcançará a igualdade no saneamento básico para a população brasileira.