Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 08/01/2021
O livro “Utopia”, de Thomas More, descreve um local justo e sem problemas sociais. Fora da ficção, é possível notar a disparidade entre o cenário literário e o brasileiro, haja vista que o precário saneamento básico do Brasil configura-se como um empecilho para o bem-estar da população. Destarte, os desafios para melhorar o saneamento básico são não só a ineficácia do Estado, bem como a falta de cuidado da população com as obras já feitas.
Em primeiro lugar, é válido elucidar a relevância do estado na vida do cidadão. Nesse viés, a ação do Estado no cuidado com a população promovendo condições básicas de sobrevivência é essencial. Assim, em virtude da persistência do precário saneamento básico brasileiro, o Estado não consegue cumprir com sua função social e nem tão pouco política, uma vez que está presente da Constituição o direito ao saneamento básico de qualidade, o que na prática não ocorre.
Outrossim, a falta de cuidado da população da também é uma problemática. Nesse sentido, quando os indivíduos não preservam as obras públicas, o esforço do Estado é em vão. Posto isso, devido à participação popular estar diretamente relacionada a resolução de problemas sociais, consoante Robert Putnam, a manutenção do bom estado do saneamento básico deveria ser a demonstração desse poder, porém isso não ocorre, já que os cidadãos degradam o serviço já tão precário.
Portanto, o melhoramento do saneamento básico brasileiro precisa ser um esforço de toda a sociedade. Logo, cabe às prefeituras de cada cidade reparar obras de ruim acabamento, mediante a contratação de operários e compra do material adequado, a fim de promover o bem-estar da população. Ademais, urge aos cidadãos a formação de um grupo de supervisores, por meio da eleição anual de moradores que observem as práticas de seus vizinhos, com o intuito de impedir a ocorrência da degradação de obras públicas.