Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 11/01/2021
O filósofo Thomas More, por meio do livro “Utopia”, narra vivências de uma ilha fictícia onde não havia qualquer tipo de problema e beirava a perfeição. Hodiernamente, o Brasil mostra-se distante da idealização de More, principalmente quanto as desafios para aperfeiçoar o saneamento básico nacional. Destarte, cabe analisar tanto a visão arcaica trivial, quanto a transmissão de doenças como fatores que rodeiam esse cenário nefasto.
A princípio, é imperativo salientar a conservação de funestos hábitos de higiene ao longo da história. Essa ideia faz analogia a Idade Média, período onde houve um retrocesso no aspecto sanitário, a água passou a ser gerenciada pelos próprios cidadãos que por atos inconsequentes, como o descarte incorreto de excrementos e lixos, contaminaram a água local. Assim sendo, pode-se inferir que alguns hábitos errôneos, como os quais na Idade Média, permanecem vivos cultivando um cenário urbano adverso.
Outrossim, cabe analisar que o saneamento precário elabora um ambiente propício para a manifestação de diversas doenças. Acerca disso, vale ponderar a respeito do pensamento do Dr. Dráuzio Varella, o qual discorre sobre o sistema brasileiro estar focalizado apenas na cura de enfermidades, e não em sua prevenção. Portanto, pode-se trazer à luz ao pensamento crítico de que a insalubridade do espaço urbano deveria ser retificada com o intuito de freiar algumas moléstias que acometem a população.
Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Para atingir a plenitude nesse âmbito cabe ao Governo junto com o Senado, por meio de ampliações nos investimentos, executarem construções de redes de esgotos e melhorias nas ja exisentes, configurando um melhor manuseio das águas residuais para que o ambiente se torne salubre e evite a transmissão indesejada de doenças. Quem sabe assim, o Brasil possa se assemelhar cada vez mais com a idealização de Thomas More.