Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 16/01/2021
Durante a República Velha, a cidade do Rio de Janeiro apresentava péssimas condições sanitárias que favoreciam a proliferação de doenças. Como resposta, Osvaldo Cruz foi encarregado de coordenar um programa de saúde que alterasse o quadro precário da cidade, erradicando como principais doenças da população carioca. Assim como na República Velha, o Brasil contemporâneo encontra empecilhos no quadro de saúde pública, principalmente, na questão do saneamento básico, inclusão tanto pela falta de engajamento da sociedade, quanto pela negligência estatal. Dessa forma, é necessário analisar esse problema sanitário, com o objetivo de ameniza-lo.
Sobretudo, vale ressaltar que a questão do saneamento não ganha muito espaço nas discursões populares a cerca de melhores condições de vida. Tanto que isso pode ser evidenciado desde a Revolta da Vacina, quando surtos de febre amarela e peste bulbônica atingiam o Rio de Janeiro, na qual não se via o devido esforço da população para sanar o problema. No entanto, similar a esse período, atualmente o cenário do saneamento básico é agravado, em grande parte, devido a falta de informação disponível a população, o que colabora para que o empeço não cesse. Com isso, faz-se verídico a constatação do filósofo Schopenhauer, de que os limites do campo de visão de uma pessoa refletem no seu entendimento a respeito do mundo.
Ademais, é válido postular que a Constituição Federal de 1988 assegura o direito ao tratamento de água e de esgoto, para haver plena condição de vida. Entretanto, é visto demasiada negligência estatal quanto ao direito ao saneamento básico no Brasil, já que segundo o Governo Federal, em 2019, metade da população não teve acesso a esse benefício. Como consequência, a triste realidade de esgotos “à céu aberto” e má qualidade de água tende a se perpetuar. Sob esse prisma, segundo Friedrich Hegel, filósofo alemão, “o Estado deve defender seus filhos”, o que demonstra a urgência por uma mudança de atitude do poder executivo.
Portanto, infere-se que o problema do saneamento básico precário é pertinente à realidade brasileira e deve ser dirimido. Para tanto, o Ministério da Saúde, que tem a função de ditar as diretrizes sanitárias da nação brasileira, deve informar, por meio de linguagem simples nas mídias sociais, a importância do saneamento para a prevenção de doenças, a fim de que a sociedade se conscientize e tenha boa qualidade de vida. Além disso, assiste às prefeituras promoverem melhores condições de infraestrutura sanitária nas cidades, para que menos casas fiquem sem tratamento de esgoto. À luz desses atos, ter-se-á uma sociedade diferente do período da República Velha, na qual esgotos “à céu aberto” se farão pouco presentes.
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