Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 11/03/2021

Por volta de 1964, ocorreu no Brasil o fênomeno da urbanização de forma desenfreada e inesperada. Esse acontecimento gerou consequências para a sociedade, como a falta de saneamento básico, que perduram até o cenário atual. Apesar de esse recurso ser um direito assegurado pela Constituição, a conjuntura do século XXI demonstra o descumprimento da lei. Isso se deve, principalmente, aos projetos mal elaborados e dificuldade de acesso a recursos monetários já disponíveis.

Primeiramente, cabe pontuar que os planejamentos para implantação do saneamento básico têm baixa qualidade técnica e erros recorrentes uma vez que, muitas vezes, não são avaliados estrutura do solo da região, índices pluviométricos e outros dados importantes. Por conseguinte, o orçamento é mal formulado ocasionando uma falta de dinheiro que impossibilita o início ou continuação de obras. Devido a fatores como esse, 47% dos brasileiros ainda não têm acesso à rede de esgoto, de acordo com o G1.

Em segundo lugar, é válido destacar que existe uma dificuldade no acesso ao, já reduzido, valor investido nesse setor. De acordo com dados da BBC Brasil, no FGTS sobram recursos direcionados a esse serviço. Devido à burocracia do processo do tramite até a chegada do dinheiro, que demora aproximadamente 2 anos. Diante disso, moradores de áreas onde quase não existe saneamento sofrem consequências ligadas ao bem-estar e saúde, visto que, doenças como leptospirose e esquistossomose são transmitidas nessas condições.

Em suma, é necessário que medidas governamentais sejam tomadas visando à diminuição desses desafios para alcançar a universalização do saneamento básico no Brasil. A partir disso, as empresas responsáveis pelos planejamentos devem elaborá-los de maneira mais adequada e rígida por meio de uma maior pesquisa objetivando uma menor margem de erro nos orçamentos. Ademais, o governo deve direcionar um maior investimento a essa causa, principalmente voltado a uma evolução no processo burocrático, da recepção do dinheiro para execução dos projetos.