Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 04/04/2021

No início do século xx, o Rio de Janeiro, capital do Brasil dessa época, passou por diversas mudanças estéticas e estruturais, como o saneamento básico, que proporcionou melhoras para o centro da cidade, mas compeliu boa parte da população para as favelas, que não eram saneadas. Tal situação ocorre na grande maioria das cidades brasileiras pela negligência municipal às zonas periféricas, causando um enorme dano à saúde dos cidadãos. Diante disso, são necessárias diligências para reverter esse quadro.

Primordialmente, um ponto elementar a se analisar é o desinteresse das cidades em investimentos para as áreas afastadas do centro, que de acordo com Gissele Buzzatti em seu artigo “Espaço Urbano: possibilidades e limites”, é ocasionado pelo processo de urbanização e pela segregação socioespacial. Desse modo, nota-se que a falta de urbanização nos subúrbios corrobora para um precário sistema de saneamento.

Por conseguinte, a população corre o risco de desenvolver doenças causadas pela exposição direta dos cidadão às águas residuais, como é apresentado no estudo feito pelo doutor em saneamento, Júlio César Teixeira sobre o saneamento básico no Brasil, que mostrou que o seneamento está diretamente relacionado com a saúde nos estados brasileiros. Sendo assim, o saneamento básico é fundamental para o desenvolvimento social.

Portanto, cabe aos prefeitos investirem as verbas públicas destinadas a infraestrutura em toda extensão territorial do município, incluindo as zonas urbanas, por meio de reformas nas ruas em que forem necessárias, para fazer com que a população não se exponha diretamente às águas contaminadas e assim fazendo com que o Brasil consiga melhorar o seu sistema de saneamento básico.