Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 20/04/2021

Desde o período da primeira revolução industrial na Inglaterra, em que se buscava melhores condições de vida nas cidades em detrimento ao campo, foi notório como a falta de cuidados com a salubridade nas habitações da época reverberaram na qualidade de vida da população. Analogamente, assim como nesse contexto histórico de pioneirismo, hoje presencia-se as consequências do descaso com o saneamento no Brasil, seja pela ausência de políticas públicas, seja pelo descaso do governo acerca da resolução da questão, o problema permanece exigindo melhoria urgente.

Em primeiro lugar, é necessário analisar que ainda não existem políticas públicas destinadas a toda população. Desse modo, pontua-se as precárias situações que milhares de brasileiros se submetem todos os dias, como a falta de água, seu alto custo de aquisição ou o enorme deslocamento para seu consumo, em que as pessoas obrigatoriamente buscam apenas condições básicas de higiene e algumas vezes não conseguem, como na limpeza corporal, no próprio consumo ou na realização de tarefas diárias. Diante deste contexto, os efeitos dessa problemática se tornam preocupantes, uma vez que a distribuição de água encontra-se gravemente defasada, e assim, contribuem para o surgimento de inúmeras doenças afetando a saúde das pessoas de modo geral.

Em segundo lugar, é válido destacar que o governo se mantem omisso na redistribuição de água de maneira qualificada para o povo. Nesse âmbito, é possível estabelecer uma relação entre o desdém do governo com as ideias do filósofo Tales de Mileto, uma vez que sua visão de mundo era pautada no princípio primordial, a água, e ela se conectava com as relações dos indivíduos em sociedade. Sendo assim, pode-se inferir que sem o sistema de distribuição básico de água atual se encontra descuidado, tornando necessário a realização de medidas para resolução do impasse.

Portanto, para que toda população usufrua de um bom consumo de água potável, é preciso incrementar as medidas adotadas pelo Estado. Nesse viés, cabe ao governo brasileiro, como formador de cidadãos aptos para viver numa cidadania igualitária, promover um investimento no setor do saneamento em regiões precárias, por meio de campanhas de solidariedade públicas com disponibilidade digital, a fim de garantir que haja uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos afetados pelo problema. Somente então, notar-se-á uma significativa melhora no atual sistema de saneamento brasileiro.