Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 11/04/2021

A obra “Jeca Tatu”, de Monteiro Lobato, mostra a história de um trabalhador rural, que é abandonado pelo poder político, e passa por diversas situações ruins, chegando ao ponto de contrair a doença “amarelão”, que tem como uma das grandes causas a falta de saneamento básico. De maneira análoga, muitos cidadãos da sociedade brasileira passam atualmente pela mesma situação de Jeca Tatu, sendo deixados a mercê da ajuda dos governantes, cuja responsabilidade é promover melhorias para o bem-estar geral.

Em primeiro lugar, de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, ou seja, quando o governo não promove o saneamento básico, ele deixa a população propensa à contrair doenças como a cólera e o amarelão, seguindo uma linha contrária ao que é previsto no artigo.

Em segundo lugar, segundo o site G1, 16% da população brasileira não possui água tratada, e 46% não possui acesso à rede de esgoto. Como consequência da deficiência governamental, cabe a população realizar manifestações sociais para amenizar os níveis gritantes de desigualdade social, pois, de acordo com Oscar Wilde, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”.

Em virtude dos fatos apresentados, é nítido que o caminho para melhorar o saneamento básico no Brasil não é fácil, porém, cabe ao Governo Federal garantir que esse elemento importantíssimo da sociedade funcione de maneira eficiente, por meio de investimentos em obras de drenagem e criação de redes de esgoto, principalmente nas áreas mais precárias, de modo que o número de pessoas infectadas e mortas por doenças desse gênero diminua bastante, evitando casos como o de Jeca Tatu, ademais, leis e fiscalizações são essenciais para manter as mudanças feitas.