Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 16/04/2021

Foi promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos que visa a todos  dignidade, seja no seu bem-estar social quanto na saúde. Contudo, o saneamento precário no Brasil impossibilita na prática que à população desfrute desse direito. Nesse viés este desafio deve ser superado para que uma sociedade integra seja alcançada.

Em uma primeira análise, podemos destacar uma falha do poder público como um dos agravantes do problema dos afluentes, pois sem o devido tratamento o esgoto é diretamente jogado em rios, causando o fenômeno da eutrofização, processo que favorece a proliferação de bactérias e causa a morte dos peixes desinstabilizando toda cadeia ecológica. De acordo com o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento, apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto. É inadmissível que com a quantidade de tributos que o brasileiro paga, ele não vai contar com o mínimo que o Estado tem o dever em oferecer. No entanto, a falta de saneamento é o estopim para varias doenças como Leptospirose, Disenteria Bacteriana, Esquistossomose, Febre Tifóide, Cólera, Parasitóides, além do agravamento das epidemias tais como a Dengue. No ano de 2019 foram registrados 782 mortes causadas por dengue, o segundo maior número de mortes pela doença desde 1998, ano de início da série histórica.

Além disso, o geógrafo Milton Santos dividiu o território nacional brasileiro em espaços opacos e luminosos, segundo os quais a luminescência recebe mais atenção do governo e menos consideração pela opacidade. A partir dessa reflexão, fica claro que a ideia do geógrafo é correta, pois as pessoas que mais reportam no Brasil e carecem de políticas públicas voltadas para a melhoria da saúde básica são os mais pobres. O Brasil é reconhecido por todo o mundo por suas belas paisagens, mas a ausência de tratamento da água e esgoto e o problema do lixo tornam vários destinos menos cotados. O litoral nordestino, por exemplo, existem diversas praias que são impróprias para o banho, decepcionando os turistas que procuram o Nordeste como destino de viagens. Caso fosse investido dinheiro no saneamento básico nessas áreas, milhares de empregos seriam criados e mais investimento turístico seria gerado, movimentando a economia do país.

Portanto, é essencial extinguir esse problema. O governo federal deve criar programas nas universidades para incentivar novas ideias para a sustentabilidade da energia e fertilizantes efluentes por meio de biodigestores, para que, além de medidas mais rápidas, surjam novas possibilidades de lidar com as condições sanitárias básicas. Desta forma, o país pode ficar longe das trevas e tornar-se completamente luminoso.